Tuesday, January 4, 2011

Make you smile


Eu queria convidar você para sair, mas até eu - que pareço tão extrovertida e segura - tenho as minhas restrições, então eu vou fazer o que eu sei... Convidar você a ver o mundo através dos meus olhos. 

Eu sou uma pessoa de primeiras impressões, de intuição e de olhar (como você bem notou quando comentou que meu olhar diz tudo, ele diz mesmo, principalmente para você). 

Ver alguém pela primeira vez é sempre uma experiência de observação, do outro e do que este causa em mim. É perceber se o toque é gentil, se o sorriso é sincero e esperar que os olhos me digam algo mais, porque no fim são sempre os olhos os personagens principais. 

Dito isso, eu poderia escrever algumas páginas sobre o tempo que passei olhando você (como tenho certeza que você percebeu). Eu não vou. Eu vou me resumir a dizer que tudo me encanta, que você é lindo. Lindo e tem uma sutileza escondida no seu jeito tímido que lhe rege por inteiro, sutileza por cuidado e pelo medo que eu sei que você tem. Sentir medo é bom, acredite. 

Você sabe que eu quero você, mas não sabe o porquê... Você também quer! De novo eu poderia usar toda a minha maldita formalidade para discursar com um ar arrogante de segurança que eu nem sempre tenho... Eu só digo que você me faz querer ser legal... Fazer você sorrir é tão fácil e prazeroso que me parece imperdoável que alguém não o faça e muito menos que provoque uma lágrima. 

Eu quero você porque sua timidez é de uma sensibilidade que me faz ter medo de lhe quebrar. Tudo em você denuncia a sua docilidade e imaginar a confluência dos gestos do seu corpo inteiro em um beijo é um desejo que quase dói. Porque seus olhos, além da vontade reprimida (tão semelhante a minha), continuam puro mistério. 

Você me conhece pouco para saber, mas você não tem motivos para se preocupar comigo, eu não represento risco, eu só quero lhe fazer sorrir enquanto você demonstrar que quer. 

E se hoje escrevo é para lhe fazer sorrir.

2 comments:

  1. Vida longa aos neurônios e coração dos bárbaros e Bárbaras! Alternativas sinceras ao romantismo piegas e gelatinoso vigente por 2000 anos. Parabéns!

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