Thursday, December 31, 2009

Last


O ano que começou com a euforia que só os apaixonados experimentam e amargou com as dores de ser (mais) adulta vale um post?

Meu pobre e abandonado blog, não por falta de vontade, talvez por falta dos assuntos publicáveis. Eu, que sempre amei blogs (e deletei todos), assumi o compromisso de não dar tão triste destino a este, foi por pouco, MUITO POUCO, mas se ele sobreviveu, agora deve ser pra sempre.

Se eu não me apegasse à beleza dos detalhes diria, sem muita cerimônia, que foi um ano de cão, mas não seria eu...

Se perguntarem o que fiz este ano, que fique registrado: eu estudei. Acordei cedo (sonambulando às vezes), dormi tarde, conheci a insônia de verdade e passei dias sem dormir e chorando. É engraçado lembrar que eu quase nunca choro e o quanto posso ser dura comigo, negligenciando os meus sentimentos e me fazendo forte, tem assuntos que sempre me trazem lágrimas e o ano foi cheio deles.

Aprendi que a gente luta, luta, apanha, apanha mais, luta mais e perde... e uns vão dizer que você não perdeu e que lhe admiram pelo seu esforço, outros vão guardar os comentários para as suas costas, e sua família vai procurar um motivo e CLARO que a culpa é sua. E claro que é sua obrigação entender eles e perdoar o que eles falam, mesmo quando a única coisa que você pede é que não falem nada. Mas aí alguém pode aparecer e falar tudo o que você queria ouvir e precisava mesmo pra não desistir. Obrigada por isso, Rafa.

Tive certeza que Di é meu irmão perdido, minha versão homem e não por isso menos vaidoso. Descobri que pode não ser saudável Thais ligar e minha mãe atender, medo do que ela pode me chamar sem saber que não sou eu. Hunf. Não quero falar dos amigos, depois eu apanho por ter faltado alguém, mas acho que dá pra falar de Gabi... só citar e só porque ela é linda.

Fiz 18 anos e não fiz auto-escola, resolvi todos os meus conflitos pendentes e respondi as perguntas que me fiz durante anos. Não briguei com ninguém e se briguei nem lembro, gostei de “alguéns” e me decepcionei com o “ex-alguém”. Odeio destruir a imagem legal que eu cultivo de quem é especial, devia existir um contrato que obrigasse as pessoas a não serem tão hipócritas e não falarem coisas tão absurdas principalmente pra quem estava lá... Aprendi que a vida é assim e a errada sou eu, por esperar o contrário.

Assisti todos os episódios de House e Gossip Girl, wish there were more =/

Descobri que existem amores e amores, uns mudam, uns são pra sempre ou por muito tempo, outros merecem ser guardados para um dia, porque o dia sempre chega.

Lembrei, como lembro todo ano, que minha família é uma família de verdade.

Vivi uma intensa vida online nesse fim de ano, ri muito das desgraças e comemorei junto os momentos de felicidade, chorei ouvindo a música da sua alma e aprendi que Pink Floyd é a solução de todos os problemas né, Renatinha Safadinha? (Minha contribuição pra sua coleção de apelidos infames)

Adquiri novos sintomas de estresse, fiz dieta, fui simpática com as pessoas, comprei todas as maquiagens que eu quis, sofri, segui conselhos, fui irresponsável quando podia... Me diverti, me tornei mais prolixa e subitamente perdi minha capacidade de encerrar um post.