Thursday, October 1, 2009

O que é só meu

Nada, a não ser a náusea repentina e sem razão.

O sorriso falso de quem precisa parecer sair ileso.

A respiração entrecortada por genuína fúria, mágoa, dor...

O soluçar engasgado que nunca passou.

As desculpas nunca aceitas.

A mediocridade do meu único desejo, mas era meu.

A despreocupação com os meus limites.

O total ignorar dos meus sentimentos.

A lágrima que atravessa meus olhos, como em tantas vezes antes.

A amargura que nasce no peito...

Cresce, toma conta.

Dores que são tão minhas. E tão nada...

No escuro, a ínfima luz que insiste em não apagar.