Sunday, July 26, 2009

Happy B-day


Eu não podia deixar de escrever alguma coisa para você... Apesar de nunca saber o que escrever em aniversários... Você vale o esforço.

Eu quero dizer que sou muito feliz por conhecer você; ter em você um amigo é um prazer que pouca gente sabe dimensionar.

As suas qualidades ainda serão ignoradas por muita gente que vai cruzar sua vida e isso vai ser um diferencial... Vai fazer você diferenciar as pessoas desinteressantes das interessantes, afinal, convenhamos, (oi, compulsão por vírgulas?) há de se ter uma boa dose de “interessantismo” para estar ao lado de um vanguardista fantasiado de nerd. E assim, você se cercará das pessoas que valem à pena e que merecem você e eu estarei lá, seja lhe dando um abraço apertado, seja pegando o próximo vôo para lhe encontrar, seja escrevendo um email ou uma carta (Cult)...

Provável que as distâncias se tornem um desafio ao contato físico, nós dois ambicionamos a grandeza longe de natal e pelo menos um de nós irá conseguir. Mentira, os dois irão; somos especiais demais para desistir ou nos contentarmos com menos.

As distâncias nunca serão, contudo, suficientes para apagar, ou diminuir o carinho que tenho por você, a admiração, o orgulho, o sentimento de superioridade que tanto adoramos (piada interna).

E como eu não sei mesmo desejar parabéns, me resumirei em dizer que lhe desejo amor, sexo, videogame, comida, música, livros, sucesso, reconhecimento, recompensa e amigos como eu. Não necessariamente nessa ordem, apesar dela ser muito plausível... A felicidade virá com os já citados; não desejo paz porque paz é chato, a gente prefere um inferninho, right?

Dionisio-Dionizius, feliz aniversário.

Amo você

Saturday, July 25, 2009

Paciência


Paciência - Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida não pára não...

A vida não pára!...
A vida é tão rara!...


O Motivo da foto das Chicas é que a música que não sai da minha playlist é a versão delas para essa letra perfeita do Lenine. Perfeita.

Os dias não têm sido fáceis. Daqui a pouco saio de casa e serei nômade até o domingo, quando voltarei para casa, nesse intervalo pretendo beber. Beber e talvez dançar.

Thursday, July 23, 2009

Eu finjo ter paciência...


Apressadamente procuro o número e ligo. Os passos largos do sapato quadriculado eram difíceis de alcançar; decididos, certeiros, indubitavelmente caminharam mais que eu.

- Vire-se.
- Não.
- Vire-se.
- Não vou virar, venha aqui. – Desafiava-me com ar de brincadeira de criança, mas falava como adulto que sabe o charme que tem.
- To indo. Pára!
- Nãão.
- Páááááára.

Pára por um segundo e confronta seus olhos - protegidos do sol e dos olhares curiosos - contra os meus, que com não sei que fluido misterioso e enérgico desejavam ser ameaçadores. Falou o que o sorriso já havia pronunciado.

O primeiro contato é receptivo, talvez eu quisesse mais. Pele é muito bom para ser rápido e a sua era muito tentadora para que eu fosse indiferente. Indiferença, aliás, é algo que não deve existir tratando-se de alguém tão marcante. Não passa incógnito, seja pela beleza, seja pela simpatia, mas, mais provavelmente chama atenção pela personalidade gritante.

Grita alto e fere quem não está pronto, um vanguardista cuja ousadia coexiste com os valores, os importantes.

Ouvi suas banalidades e seriedades, pude sentir o amor que tem pela família... Em um gesto fácil posicionou uma cadeira à sua frente e colocou a perna direita em cima. Um largado genuíno, como tantos outros que não admiro, mas este é diferente, este me encantou até ao tragar. Fumantes incomodam; os que SABEM fumar, contudo, devem ser perdoados.

Perdi-me algumas vezes contemplando-o. Procurando por seus olhos quase pedi para que tirasse os óculos. O Wayfarer além de estar muito bem onde estava mantinha-me menos suscetível; seria inconveniente pedir que se mostrasse para mim e o impulso seria maior. Sorte minha que usava óculos.

O relógio tictaqueava contra mim e na hora de ir me deixou com seu celular, cigarros e isqueiro. O tocar do celular me fez levantar e caminhar até onde estava; voltei para pegar os cigarros e isqueiro. Com todos em mãos e em pé à sua frente fiquei mais perto. Não me culpe, não quis resistir. Coloquei o isqueiro em seu bolso, minha mão certamente poderia ter sido mais leve, poderia ter demorado mais também... Muita audácia minha.

Chegamos ao carro e ele foi absolutamente perfeito, Céu e Chicas na trilha-sonora foram mais um indício do poder que poderia exercer sobre mim caso quisesse. Dirige como vive, com certeza. O celular toca novamente, eu poderia segurar o aparelho e facilitar as manobras no trânsito - pensei. Deveria segurar... Tentei mas não me foi permitido. Acho que assusto. Deveria ter insistido.

Não queria me despedir, mas quando fui obrigada a tal quis mais tempo na despedida. Inclinou-se na minha direção tanto quanto o cinto permitia e me beijou docemente o rosto, retribui com carinho. Desejei um abraço e senti sua cabeça deitar suavemente sobre os meus ombros, acariciei-lhe os cabelos como já havia pretendido e sorri.


Wednesday, July 22, 2009

There’s always a moment


Sempre há o momento em que somos postos no centro da estrada e nos é forçada a escolha: partir pelo caminho pedregoso, ou seguir o asfalto até onde for possível?

Todo mundo sabe, e eu também, que o caminho asfaltado nem sempre leva ao melhor destino. Mas a viagem... Como é agradável. A estrada pedregosa tornará difícil quase todo o trajeto. O viajante, entretanto, será poupado de surpresas desagradáveis – e agradáveis.

Escolher o caminho menos prazeroso não é a maior provação. Difícil mesmo é saber o momento exato de fazer a escolha, posto que, quase sempre, não se pode revertê-la.

Talvez o meu momento já tenha passado, mais uma vez. Talvez eu tenha sido puxada pela mão e por isso não percebi. Não é irreversível ainda - será em breve.

Escolher certo é tão bonito. Uma qualidade admirável, que modéstia à parte, eu costumo exercitar; assim como procuro manter meus princípios e valores intocáveis. Consigo às vezes, o mundo é grande demais e o tempo é demasiado longo para que alguém consiga ser firme sempre e saia inviolada. Perfeição não existe, para o pesar das minhas ambições.


Cansada da luta do caminho esburacado, querendo surpresas, querendo viver a viagem.


Ao som de Cartola.



Monday, July 20, 2009

The so called friendship II

E depois de conversas, desculpas, tentativa de esclarecimentos... Lágrimas...

Com o tempo a gente vê que tem coisa que não consegue esquecer, mesmo que se esforce. Coisas que não se perdoa, mas finge esquecer por conveniência.

Tem gente que faz falta, mas nunca foi essencial. Gente que pede desculpas quando se arrepende. Gente que é amigo de verdade e gente que é colega.

Gente que a gente nunca esquece.

Gente que não aprende nunca.

The so called friendship


No dia do amigo, ao invés de declarar meu carinho incondicional aos meus amigos, me vi pensando naqueles que ficaram pelo caminho. O sorriso fácil que ficou ao lado do abraço apertado, na caixinha das coisas boas que não voltam mais. As demonstrações da amizade eterna que acabou num mal entendido (?) e agora nada mais são do que mágoa.

Eu, que nunca fui de discussões mal entendidas... Eu, que nunca guardei mágoas... Eu, que nunca deixei de compreender um amigo, mesmo quando era incompreensível... Eu, que compraria briga por você...

Por que eu?

Por que fui, eu, a pessoa que ninguém defendeu? Por que sou a única que até hoje não sabe o que foi dito? E acima de tudo, por que eu que pedi por entendimento?


Eu tenho saudades sim, mas tenho mágoa também. Não há outra palavra que expresse melhor minha consternação: mágoa.

Ontem eu pensei nessa, outrora, grande amiga, que para minha enorme surpresa tentou uma aproximação. A janela está aberta, como sempre esteve.

Estava desejando feliz dia do amigo a todos. Será que esperava que eu desejasse-lhe também? Será que acha que o tempo - pouco mais de um ano - apagou a mágoa? Ou será que só quis me desejar um feliz dia do amigo também?

Li, mais uma vez, o último email que mandei – minha resposta às palavras duras proferidas por você -, e que guardo até hoje. Lembrei da minha carta de despedida que foi ignorada.

Tudo muito triste. Mas, como eu disse a janela ainda está aberta.

Thursday, July 16, 2009

Dreams



O cheiro de jasmim, na entrada, se alastrava até os corredores sustentados por colunas, compondo um “semi-claustro”, que se encerrava em uma longeva mangueira. Tudo era mais que familiar e era indubitável: eu estava de volta.

A escola em que cresci e que chamei de casa tantas vezes foi também o lugar para onde eu fugi, quando tive as mais terríveis brigas com minha mãe. O lugar cujas mangueiras assistiram a menina tímida se transformar na adolescente comunicativa que conhecia a todos e andava com altivez.

As pessoas eram as mesmas. Só Pêlos, Amada, Tchês... Os melhores não estavam lá e o motivo é que não era para ser agradável. As salas não tinham as mesmas pessoas, só os que não haviam conseguido. Os meus amigos estavam lá, mas não usavam uniforme; eles badernavam e gritavam que eram vitoriosos, que eu não era.

Dei-me conta que nada era como antes, havia apenas uma estranha similaridade. Rapidamente, ao perceber o tom repugnante de tudo, disse que queria ir embora. Amada pediu minha agenda (funny) e escreveu: “Sempre foi uma escolha sua”.

Despedi-me da única que parecia não ter mudado e carregava consigo um semblante acolhedor, apesar de não sorrir.

Acordei com lágrimas molhando o lençol perto do meu rosto, não enxuguei os olhos, deixei-me chorar um pouco. A mensagem era muito clara, Ela estava certa. O peso é tão grande que, mesmo que digam que não foi fracasso, o subconsciente não me deixa esquecer o sentimento de derrota e de medo.

Sunday, July 12, 2009

Você acredita em premonição?


11h00 PM. Tarde para quem planeja acordar disposta, às 5h30 da manhã seguinte. Desligo o computador contra o meu ímpeto nerd de passar a madrugada compartilhando uma vida social online, um tanto quanto solitária.

Tomei meu copo de leite com Ovomaltine, como faço todas as noites desde que nasci; mais do que um hábito infantil é um ritual do sono. O ritual foi cumprido, me pus sob os lençóis de fios grossos e acomodei o mais fininho deles entre o meu pescoço e rosto. Virei-me para o lado esquerdo e fechei os olhos.

Esperei o pensamento mais agradável, para dormir com ele. Cansei de esperar... Tentei virar para o outro lado, tentei me descobrir. Nada funcionava. Eu não só não tinha sono, como também não conseguia parar de pensar.

Não consegui organizar nenhuma das imagens que vi. Abri os olhos e não vi mais nada, não pensei mais nada, só senti. Senti meu coração apertado. Talvez precisasse de um instrumento que visse dentro do meu coração para entender o que se passava... Era isso.

Podia esperar, afinal àquela hora não devia haver nenhum médico disponível. Vitoriosa, por ter decifrado meu enigma, acomodei-me em minha cama quentinha e vazia, muito vazia.

Não podia esperar, não até o dia seguinte, seria um sofrimento demasiado longo. Liguei o computador, escrever me ajudaria a dormir. Não escrevi. Apenas li, me entristeci e respondi, como achei que podia ser mais útil. Eu conseguia sentir o que estava implícito nas suas poucas palavras levemente irônicas.

Exagero meu? Não seria a primeira vez que você me diria isso, right?

A julgar pela freqüência em que me vejo nessa posição, acho que é sensibilidade. Já ouvi que era mágica, que eu tinha a capacidade de hipnotizar as pessoas, que determinava e futuro e por isso o previa. Seria eu, então, um misto de Kronos e Apolo? Demais até para o meu ego... Gostei quando disseram que era o meu dom especial, talvez seja mesmo. Talvez seja premonição. Mas pode ser só coincidência.

Friday, July 10, 2009

Almoço, sinuca, desculpas e azar

Escrito durante a aula de química por uma autora com preguiça de digitar sua obra.

Espero que alguém se aventure a entender minha ridícula letra. Aliás, minha letra é linda, um dia eu provo (breve).

Thursday, July 9, 2009

If WE could realize


Sentada em um lugar próximo, distraidamente, ouvi palavras ferinas endereçadas ao seu nome, não lembro nenhuma, nem quem as disse. Lembro-me do seu perfume, se irradiar pelo corredor subjugando as outras essências, e do pouco balanço do seu cabelo ainda molhado. Levava consigo o celular em uma das mãos e o ar apressado de gente importante. O queixo erguido, excedendo o ângulo de 90° com o chão, como se seus um metro e oitenta não lhe colocassem no patamar que merecia. Os olhos que quase se fecham ao sorrir não expressavam nada a não ser desprezo.

Os olhos que não me disseram nada àquele dia encontraram os meus uma vez mais e dessa vez gostaram do que viram. Primeiro foram as palavras e as conversas madrugada adentro, depois os “acidentais” encontros e os olhares proibidos que levaram ao inevitável beijo quase roubado.

Com o gosto da contravenção ainda tocando os meus lábios escorreu a sua primeira lágrima. O olhar outrora tão incisivo se convertera no infantil medo de ter que abrir mão de um dentre os dois brinquedos preferidos.


Sabia que não podia ter os dois, mas como poderia escolher entre uma bicicleta, que já havia percorrido tantos caminhos ao seu lado, e um brinquedo novo sem manual de instruções? O brinquedo novo hipnotizava, o jovem rapaz, com o olhar de quem sabe a que veio – tudo mentira – despedi-me dizendo que esperava que o rapaz soubesse o que estava fazendo.

Eu não sabia, nem ele.

Os encontros naquele mesmo corredor onde o vi pela primeira vez se estenderam por um mês. Era realmente muito difícil escolher e quando alguém não quer escolher, a parte mais sensata, ou machucada da história deve se retirar.

Inconsolável, disse tchau e tentei me convencer que esse tchau não era um adeus e que eu poderia esperar. Mas o tempo... O tempo é implacável.

Meses depois, quando ele voltou, minha vida estava diferente e não havia mais espaço para ele, embora eu acreditasse no contrário. Não estávamos destinados um ao outro. Lutamos contra o destino o tempo todo, até o fim.

Lembro-me de todos os bons dias, dos filmes não assistidos e do trecho do livro que ele se recusou a ler para mim sob o argumento de que era incapaz de resistir a mim lendo nosso romance. Lembro dos tão longos dias de mágoa e de quando me expulsou e eu fiquei porque ele precisava de mim, o faria de novo. Faria tudo exatamente igual.

Com nossa impulsividade, egoísmo, teimosia e paixão, construímos um namoro frágil, mas um elo sólido. Que não seja inquebrável, posto que é sentimento. Mas que seja eterno enquanto nos lembrarmos.

- Your dear friend, Delilah

Murphy gives a break


A dona do blog se recusa a continuar a história do dia de inferno astral. Ela é supersticiosa – mentira – e não quer estragar os dias maravilhosos que está tendo – verdade.

Monday, July 6, 2009

Oh no, that's Murphy


Por que minha mãe me acordou, desnecessariamente, UMA hora mais cedo? Seria este um aviso? Teria eu um dia daqueles para entrar na história dos desastres? Claro que não... Deve ser só uma preocupação infundada... Já aconteceu outras vezes, mas... Não, não. Voltei a dormir um soninho gostoso, sabendo que me restava pouco tempo.

Acordar com chuva é a melhor coisa do mundo do nordeste, exceto é claro quando tenho que, de fato, levantar. Mas não tem problema, não deixaria nada atrapalhar o começo da minha semana, não tenho tempo pra surtar. Levantei, tomei um banho bem quentinho e, ainda de roupão, melhorei minha manhã comendo uma tapioca acompanhada de uma xícara gigante de capuccino. Escovei os dentes e escolhi uma roupa bonita, me sentir bem é fundamental ao meu bom humor... Roupa escolhida e vestida. Estou pronta.

(...) Não podia ir com meu pai (...)


“Como assim, você não me avisou?”

Não tem problema, vou de ônibus, sozinha, com o tempo cinza... Não tem problema, Murphy nem sabe que eu existo.

O lado bom de pegar ônibus é que a linha que me atende nunca está lotada e os carros passam com certa regularidade. Passa um ônibus, passam dois... Na minha frente, dois segundos antes deu atravessar a rua. Espero trinta minutos (quase um recorde de demora) e lá vou eu.

Quando estava chegando ao prédio do curso minha mãe me ligou dizendo que alguma coisa estranha aconteceu com o celular dela e quando alguma coisa estranha acontece, com aparelhos eletrônicos pertencentes a minha mãe, são realmente coisas estranhas.

“Mãe, quando eu chegar em casa resolvo, to entrando no curs... NÃO, não to entrando em lugar nenhum... Mãããããe, está fechado. FECHADO.”

“Deve ser atraso”


“Não, está fechado. Tem uma corrente no lugar onde os carros deviam estar estacionados. Quero saber quem foi o filho da p.. que deixou de me avisar que por algum motivo obscuro, hoje não haveria aula... Quando eu chegar em casa vou ligar e esculhambar um por um.”

E assim Murphy me tirou do sério. Atravessei a rua de volta à parada, não quis esperar muito e peguei o primeiro ônibus, não me importava se eu andaria 200 metros. In fact, eu usaria esse tempinho para espairecer e o fiz. Com a chuva caindo na minha cabeça, preferi ignorar o fato de que ontem fiz uma hidratação.

Entrei em casa e minha mãe brigou comigo por um motivo ainda desconhecido, depois vou perguntar. Recorri ao meu único amigo verdadeiro, o mais fiel, que sempre está aqui: meu computador lindo.

Enquanto escrevo, o telefone tocou. Ligação a cobrar e uma voz de criança do outro lado da linha tenta me convencer a dizer o nome do MEU MARIDO, para ela conferir na ficha do Banco do Brasil. Fui educada e disse que não daria informação nenhuma, desliguei com um boa noite forçado e agora ela não pára de ligar. Oi? Não pára nunca? Vou ali tirar o telefone do gancho.

(continue)

Sunday, July 5, 2009

Night shift





9h58 AM

Acordo com minha mãe me chamando. Um Déjà vu? Não, aconteceu de verdade, foi ontem... E hoje:

“Tome um copo de leite”

Levantei-me com o um esforço colossal; cada célula do meu corpo desejava continuar enroladinha nos lençóis para desfrutar, por mais 2 segundos, daquela preguiça gostosa de quem se recusa a acordar.

“Conseguiu dormir?”
“Um pouco”

Muito pouco, na verdade. Principalmente se você me conhecer e souber que meu bom humor é diretamente proporcional às minhas horas de sono.

Tenho pesadelos e acordo chorando com uma freqüência inacreditável, já tive bruxismo e sou sonâmbula. A hipersonia foi um grande problema do último ano para cá, portanto estou acostumada a dormir mal e a viver caindo de sono... Analisando o meu histórico eu até esperava outras doenças do sono, mas insônia? Não, essa foi nova.

É desesperador ver o sol nascer, sabendo que um dia que exigirá cada segundo da sua atenção está começando e você está exausta. Não pode se dar o luxo de não cumprir suas obrigações, se preocupa, fica nervosa e aí sim.. Não dorme mesmo.

Será minha insônia a representação do limiar entre os meus desejos e o meu medo de me soltar da realidade? Medo de sonhar, ansiedade, síndrome do pânico... Um tumor intracraniano?

Em meio a doenças não diagnosticadas e contradições clínicas, sou um prato cheio para o House.

Onde a Thirteen mora?