Thursday, June 25, 2009

Childhood Dreams

Eu não fui desde a infância jamais
Semelhante aos outros. Nunca vi as coisas
Como os outros as viam. Nunca logrei
Apaziguar minhas paixões na fonte comum
Nem tão pouco extrair dela os meus sofrimentos.
(Poe, 1825)

Sempre, desde a infância, fui a menina quieta de olhos expressivos e cheios de desejo. Por influências maiores, sempre estive ligada aos sentimentos das artes e aos mistérios das ciências. Sempre fui reconhecida como inteligente e como tendo uma maturidade muito a frente à da minha idade. Fui apontada como sendo referência de cultura e até eloqüência - ou prolixidade.

Conheço minhas qualidades e defeitos e sei que faço, sim, jus a muito que dizem de mim. Tenho imenso orgulho das coisas que conquistei e aprendi, tenho orgulho de cada poema que li, dos filmes que vi, de tudo, absolutamente tudo. Sou Narciso afogando-me no meu reflexo e nas palavras que profiro, que são gotas da minha essência, mesmo dos pedaços que me foram arrancados.

Muita coisa foi arrancada de mim para que eu fosse como queriam os adultos, como eles. Fui Grande para tudo que exigia a dita maturidade. Nunca perdi, no entanto, o meu coração. Meu coração é grande demais para ser vencido por qualquer convenção ou expectativa alheia, minhas ambições, meus sentimentos, meu ímpeto de Amor e “fulfillment”... Isso ninguém tirou, não permiti.

Não venha me dizer que eu cresci e que meu comportamento deve estar de acordo. Desculpe-me, não vou abrir mão de absolutamente nada que me faz ser o que sou. Mesmo quando você não percebe, suas exigências me machucam e ferem minhas emoções. Estava errado quem achou que ser eloqüente me tira o direito de usar gírias e falar palavrão, quem disse que Big Brother é coisa de pseudo-intelectual e vídeo-game coisa de criança. Estavam todos errados os que acharam que diversão não é coisa de gente séria e quiseram me convencer que não podia tocar guitarra nem andar de skate. Quiseram me convencer que EU, veja bem: Eu que já abri mão de tanta coisa, estava errada. Gentilmente me disseram que a vida havia mudado e todos estavam seguindo caminhos apropriados e que era “bizarro” eu ter certos anseios.

Calei-me triste, pensativa...
Não sou eu que estou errada. Não tenho que renunciar a nada, posso ser o que quiser e ninguém decidirá nada por mim, por isso não venha me dizer que não posso ser boba e infantil. Eu te digo que requinte e sapiência têm tudo a ver com personalidade e a minha não se perderia por nada nem ninguém, nem por mim mesma.

Wednesday, June 24, 2009

Hello Stranger


Há três dias tento escrever alguma coisa que faça sentido e, mais que isso, traga alguma paz ao meu coração inquieto, rebelde, incorrigível – como disseram de um outro alguém, cuja simples existência torna sensato o meu esforço em escrever.

Não foi um amigo nem um conhecido, que invadiu os meus pensamentos e o meu coração, foi um mero desconhecido... Meu Estranho.

É difícil ordenar todos os meus devaneios sobre alguém tão incrivelmente único, e único de uma forma tão irremediavelmente apaixonante. Tudo nele me encanta e me inspira, não pode ser resumido e dificilmente será expresso aqui. O fato é que não há nada além de uma grande e linda ilusão. E o que mais poderia me extasiar se não um delírio?

Eu vivo a três palmos do chão, em dias normais, e a três metros, nos dias em que penso em você; a queda pode ser fatal, mas não me faço descer, sigo flutuando até que alguém me derrube e ainda assim, esperarei cair em teus braços.

Espero pacientemente pelo dia que poderei ver o brilho dos teus olhos e senti-los me procurar e ver seu sorriso se abrir: tímido e incorrigível.

Saturday, June 20, 2009

Following patches is just expectation or conditioning?

Every night I empty my heart, but by morning it's full again
Slow droplets of you sleep in through the night's soft caress
At dawn I overflow with thoughts of us
An aching pleasure that gives me no respite
Love cannot be contained
The neat packaging of desire splits asunder
Spilling crimson through my days
Long, languishing days that are now bruised tender with yearning
Spent searching for a fingerprint, a scent, a breath you left behind.


(from the movie I can't think Straight)

Friday, June 19, 2009

Almoço, sinuca e preconceito (versão 2)


Acordar cedo depois de uma noite mal dormida e conseguir abrir o sorriso não é, definitivamente, uma constante na minha vida. Logo eu que preciso de pelo menos 3 horas entre levantar e acordar.

É, eu tinha um ótimo motivo para acordar feliz. Não é todo dia que vou almoçar com minha amiga Purezinha – que de pura não tem mais nada – Aliás, foi um acontecimento esse almoço.

Depois da aula interminável de matemática e de ver Carlão falar durante duas horas e meia sobre a fisiologia da circulação humana e anatomia básica do sistema referente saio da sala e Gabi pula no meu pescoço. É, ela é Linda e fofa e carinhosa e...

Depois do abraço mais gostoso do mundo seguimos nosso caminho até o shopping, pedimos aquela comidinha deliciosa que só se pode comer uma vez no mês (a não ser que queira virar um mamífero marinho) e entre fofocas atrasadas e novas descobrimos preconceitos em comum.

Nós sabemos que é last season e que dá cadeia, mas tem uns que... Não é nem uma questão de preconceito, é mais uma constatação com bases empíricas. Não vou ser hipócrita e dizer que gosto de gente burra ou que faz o estilo “mamãe não tomo banho”. Inteligência, interesse e um mínimo senso fashion não fazem mal a ninguém. E nem venha com essa de beleza interna que conta, porque é muito difícil enxergar quando a figura não agrada os sentidos.

Depois de assumir que iria me dar o dia de folga com minha amiga encontramos o namorado dela. Um amigo daqueles que são sua versão em outro sexo. Dionísio Dionizius não se importaria com nenhum comentário que pudesse escapar por força do hábito, in fact, ele é que talvez nos assustasse, deixa eu explicar: Dionisio é um exemplar único. Nerd de nascença, ateu convicto, apóia o aborto e a legalização das drogas (mesmo não usando nenhuma), não quer ter filhos porque é egoísta e quer morrer cedo. Ah.. ele também é um ótimo parceiro de sinuca.

Depois de honrar a tradição fomos para a Siciliano e eu e Gabi descobrimos o próximo item básico da nossa vida. Trata-se da Enciclopédia da Moda. Sim, é essencial.

Não posso deixar de comentar a educação do meus amigos, afinal é fundamental, à convivência, um pouco de cuidado com as atitudes e é bom saber que ainda existem homens que sabem que devem se dirigir ao garçom e fazer o pedido das mulheres e que meus amigos sabem a posição dos talheres ao terminar uma refeição.

Depois de uma cena de Gabi recusando o Chocolate que havia pedido e fazendo Dio pedir um frapê e desistir deste porque o chocolate estava gostoso fomos embora felizes, sabendo que temos ainda mais em comum do que achávamos e com a promessa de encontros semanais.

PS.: Gabi sabe que é ótima com tacos e concorda que sinuca foi feita pra ser sexy e as expressões foram feitas para despertar o duplo sentido.

Versão 1

Versão 3

Thursday, June 18, 2009

Exaustão


Depois de quase um mês sem computador, duas semanas com alergia, um fim de namoro, muita matéria acumulada e uma luta sem fim para recuperar tudo, exaustão é a única palavra que consigo lembrar.

Eis que no meu primeiro dia em casa com um computador, entre orkuts alheios e o meu próprio, aparece Aquela pessoa com uma conversa super agradável e me faz gostar do que está havendo... Quase um início de sedução. As palavras já eram cautelosamente escolhidas - pelo menos por mim - e a impressão é que o jogo ía começar... Impressão só não, houve algo, mesmo que pequeno. Não devo ter me enganado totalmente, houve algum interesse, talvez inconsciente.

É então que depois de uma pausa: “er.. vou falar logo... é que eu namoro.”

Odeio quando questões éticas me retiram da competição.