Thursday, December 31, 2009

Last


O ano que começou com a euforia que só os apaixonados experimentam e amargou com as dores de ser (mais) adulta vale um post?

Meu pobre e abandonado blog, não por falta de vontade, talvez por falta dos assuntos publicáveis. Eu, que sempre amei blogs (e deletei todos), assumi o compromisso de não dar tão triste destino a este, foi por pouco, MUITO POUCO, mas se ele sobreviveu, agora deve ser pra sempre.

Se eu não me apegasse à beleza dos detalhes diria, sem muita cerimônia, que foi um ano de cão, mas não seria eu...

Se perguntarem o que fiz este ano, que fique registrado: eu estudei. Acordei cedo (sonambulando às vezes), dormi tarde, conheci a insônia de verdade e passei dias sem dormir e chorando. É engraçado lembrar que eu quase nunca choro e o quanto posso ser dura comigo, negligenciando os meus sentimentos e me fazendo forte, tem assuntos que sempre me trazem lágrimas e o ano foi cheio deles.

Aprendi que a gente luta, luta, apanha, apanha mais, luta mais e perde... e uns vão dizer que você não perdeu e que lhe admiram pelo seu esforço, outros vão guardar os comentários para as suas costas, e sua família vai procurar um motivo e CLARO que a culpa é sua. E claro que é sua obrigação entender eles e perdoar o que eles falam, mesmo quando a única coisa que você pede é que não falem nada. Mas aí alguém pode aparecer e falar tudo o que você queria ouvir e precisava mesmo pra não desistir. Obrigada por isso, Rafa.

Tive certeza que Di é meu irmão perdido, minha versão homem e não por isso menos vaidoso. Descobri que pode não ser saudável Thais ligar e minha mãe atender, medo do que ela pode me chamar sem saber que não sou eu. Hunf. Não quero falar dos amigos, depois eu apanho por ter faltado alguém, mas acho que dá pra falar de Gabi... só citar e só porque ela é linda.

Fiz 18 anos e não fiz auto-escola, resolvi todos os meus conflitos pendentes e respondi as perguntas que me fiz durante anos. Não briguei com ninguém e se briguei nem lembro, gostei de “alguéns” e me decepcionei com o “ex-alguém”. Odeio destruir a imagem legal que eu cultivo de quem é especial, devia existir um contrato que obrigasse as pessoas a não serem tão hipócritas e não falarem coisas tão absurdas principalmente pra quem estava lá... Aprendi que a vida é assim e a errada sou eu, por esperar o contrário.

Assisti todos os episódios de House e Gossip Girl, wish there were more =/

Descobri que existem amores e amores, uns mudam, uns são pra sempre ou por muito tempo, outros merecem ser guardados para um dia, porque o dia sempre chega.

Lembrei, como lembro todo ano, que minha família é uma família de verdade.

Vivi uma intensa vida online nesse fim de ano, ri muito das desgraças e comemorei junto os momentos de felicidade, chorei ouvindo a música da sua alma e aprendi que Pink Floyd é a solução de todos os problemas né, Renatinha Safadinha? (Minha contribuição pra sua coleção de apelidos infames)

Adquiri novos sintomas de estresse, fiz dieta, fui simpática com as pessoas, comprei todas as maquiagens que eu quis, sofri, segui conselhos, fui irresponsável quando podia... Me diverti, me tornei mais prolixa e subitamente perdi minha capacidade de encerrar um post.

Monday, November 30, 2009

Back to the battlefield


As poesias dos meus dias ruins ou as canções do amor que não vivi... Quem, afinal, se beneficia de tamanha sensibilidade, enquanto padeço? A luta parece ser toda minha, mas não há vencedores nesse jogo de azar que pode ser a vida.

Canso, e por vezes desisto desse caminho penoso permeado por sentimentos. Tão nobres e tão inúteis. De nada vale meu altruísmo se no fim, tudo será sempre o que é; e de nada vale, também, meu romantismo exacerbado. Pérolas jogadas aos porcos e nada mais.

E se só há porcos ao redor?

Sinto meus melhores anos sendo desperdiçados por uma vida excessivamente responsável. Sinto pela perda de tempo que, ao meu redor, todos me parecem. Sinto falta do Alguém que nunca existiu.

Meus planos secretos continuam guardados para quando Ele vier muito embora eu acredite, eu terei que ir buscar. Talvez o lugar que foi certo por um tempo – mas que nunca chamei de lar – não me sirva mesmo e há muito eu percebi. Ainda nutro, entretanto, uma ínfima esperança de cruzar com Ele na próxima esquina. A esquina a qual nunca chego, mas que pode ser a próxima.

Em momentos de fraqueza, com enorme nostalgia, relembro meus tão divertidos tempos de irresponsabilidade. Agora é, mais uma vez, hora de cometer os mesmos erros, de forma diferente e esconder o que poucos, ou quase ninguém, vê. Mesmo que de mim, tudo que queiram seja a mais medíocre face, e me pareça triste que o meu melhor não interessa de fato, posso oferecer o que me é pedido.

Que ninguém diga que estou errada, porque sei que estou. “Been there, done that”. Mas é preciso. Eu quero.

O romantismo? Será afetado, inevitável. A docilidade se perderá a cada passo, o fundamental, entretanto, ainda vai estar guardado para um dia... Um dia que não deve estar anytime soon.

Thursday, October 1, 2009

O que é só meu

Nada, a não ser a náusea repentina e sem razão.

O sorriso falso de quem precisa parecer sair ileso.

A respiração entrecortada por genuína fúria, mágoa, dor...

O soluçar engasgado que nunca passou.

As desculpas nunca aceitas.

A mediocridade do meu único desejo, mas era meu.

A despreocupação com os meus limites.

O total ignorar dos meus sentimentos.

A lágrima que atravessa meus olhos, como em tantas vezes antes.

A amargura que nasce no peito...

Cresce, toma conta.

Dores que são tão minhas. E tão nada...

No escuro, a ínfima luz que insiste em não apagar.

Thursday, September 10, 2009

O segredo da vida


Sabe aquela pessoa que faz de tudo pra evitar confusão? Pois é... Há muito tempo eu adotei a “lei do menor esforço” nos meus relacionamentos (relacionamentos de qualquer natureza, que fique claro). Aprendi a filtrar o que realmente tem algum significado e, evidentemente, o que me incomoda – não tenho vocação para ser mártir nem para aceitar insolências.

Eis que, do alto da minha compreensão, me encontro com uma profunda necessidade de ter um papinho com uns e outros... Uma conversa agradável com muito sangue e cabeças rolando e guess what? I’m the killer.

Faça TUDO comigo, mas não prejudique um amigo meu, não faça intriga por pura diversão, não seja desrespeitoso e NÃO SE META NAS MINHAS AMIZADES. Será que alguém aí ta recebendo minha mensagem subliminar?

A fúria me consome por dois segundos (a exaltação permanece por mais meio) e depois vem o riso solto e descompromissado de quem aprendeu a relevar quase tudo. O insulto foi tão ínfimo e a intenção... Eu sei que não era das piores. Só um pouco de medo, insegurança. Talvez eu não tenha sofrido tanto quanto a pessoa em questão, mas com certeza a vida me ensinou mais, e tolerância é uma das coisas que só aprende quem tem disposição.

Se a carapuça servir em alguém, por favor, não venha me pedir desculpas ou tirar satisfações. Na próxima vez que me vir seja apenas cordial e aja de acordo com sua idade e que da política da boa vizinhança e da elegância surja um recomeço.

PS.: que esse post não seja motivador de aproveitadores da minha boa vontade e que eles lembrem que eu adoro ser má.

Monday, August 31, 2009

O gaseificado sabor da vingança


Gabrielle B. diz
Eu gostaria de começar dizendo que eu odeio senso comum, galera: todo baiano é preguiçoso (absurdo, né, Lívia?), todo café tem que vir com água gaseificada... E como as pessoas são chatas quando não aceitam que essas idéias nem sempre vão ser verdade em qualquer lugar.

Barbara M diz
E mais do que saber que as coisas não são iguais em todos os lugares, há de ser aceito que o novo tem seu charme. Que a patricinha pode ser inteligente e o café puro, sem água... Só café, pode ser muito bom.

Gabrielle B. diz
Eu sou uma patricinha inteligente. CHEGA DE PRECONCEITO (sou EU dizendo isso a VOCÊS?)

Barbara M diz
Acho melhor não falar de preconceito, não somos politicamente corretos.

Dionisio diz
Logo quem. A atitude dele foi marcada nem muito pelo preconceito, acho, mais pela falta de educação. A pessoa vive uma situação diferente, aí vai e destrata porque não aceitou essa diferença? Ela tem que se adaptar, oras!

Gabrielle B. diz
Quando a gente viaja pro Afeganistão tem que usar aquele bagulho na cabeça não tem?

Dionisio diz
Burca.

Gabrielle B. diz
Às vezes não precisa de burca, só um bagulho no cabelo.

Dionisio diz
Véu.

Gabrielle B. diz
O que é que POMBAS custa aceitar tomar um café sem água gaseificada?

Barbara M diz
Vocês devem estar se perguntando o que café tem a ver com tudo isso...

Dionisio diz
Depois de mais um almoço de sucesso, com muitas massas...

Gabrielle B. diz
É, gente, EU COMI MASSA, DANE-SE A NUTRICIONISTA.

Barbara M diz
E dane-se minha mãe que me colocou de dieta.

Dionisio diz
Eu sempre posso comer massa, devo nada a ninguém.

Gabrielle B. diz
Exatamente, fui muito feliz comendo massa e só pra que vocês saibam, eu IA comer salada só que tava faltando e eu fui obrigada a ir ao spoleto. Foi coisa de Deus, Ele queria que eu comesse massa hoje e chocolate quente e bombom nhá benta da kopenhagem.

Barbara M diz
Como Gabi disse, claro que tomamos o nosso amado e tradicional chocolate-pós-massa. Adoramos o café Orfeu.

Gabrielle B. diz
Adoramos aquele café!

Barbara M diz
O lugar, o chocolate, o café...

Dionisio diz
Hoje eu variei e pedi um cappuccino tentação, recomendo ;D

Barbara M diz
E as atendentes: simpáticas, educadas e já nos conhecem.

Dionisio diz
É, principalmente as atendentes.

Gabrielle B. diz
As atendentes lindas. Não faça mal a nenhuma delas se não quiser uma água com gás.

Barbara M diz
E enquanto tomávamos nosso chocolate e cappuccino tentação, muito atentos que somos, percebemos a chegada de um tipo um tanto quanto desprezível, a meu ver: mal vestido, estilo zero.

Gabrielle B. diz
É, estilo zero.

Barbara M diz
Aquilo era uma pochete que ele usava?

Gabrielle B. diz
Ele tava de pochete? Nãããããããããão.

Dionisio diz
Sério, pode fazer o que quiser, combinar verde limão com amarelo sol, mas NÃO use pochete.

Gabrielle B. diz
Viram? Até um homem sabe disso.

Barbara M diz
Não que seja um homem qualquer, é nosso Deus do estilo e bom gosto, mas até os homens menos desprovidos de... Noção, já sabem.

Gabrielle B. diz
Antes uma mochila enorme do que uma pochete.

Dionisio diz
Minha mochila enorme é charme.

Barbara M diz
Fato!

Barbara M diz
Esse tipinho tava acompanhado por uma mulher, pobre mulher... Ninguém merece conviver com um troglodita. Ela era visivelmente dominada, não abriu a boca o tempo todo.

Gabrielle B. diz
É verdade, coitada. Passando vergonha por conta dele.

Dionisio diz
Ele fazia o tipo que fala alto e afins...

Gabrielle B. diz
Falar alto, AI.

Barbara M diz
Des-pre-zí-vel. Depois reclamam quando fuzilo um cidadão desses com meu olhar de superioridade.

Gabrielle B. diz
Gente ele pediu um café. Não ouvi o tipo, mas pediu. Até aí tava tudo bem fora o que já listamos acima. Quando chega o café ele começa a se desesperar “Cadê a água com gás?” E eu: wtf? No c* de quem? Beleza, de repente ele SUPER ignorante: "Quer dizer que NATAL (voz de desprezo) é o único lugar que não tem água com gás junto do café?" A moça fez cara de Jesus-me-acode e foi embora. Tadinha... NUNCA DESTRATE UMA ATENDENDE!

Dionisio diz
E a atendente toda errada, sem saber o que falar

Barbara M diz
Se você é um turista não pode se comportar assim na cidade dos outros. Cadê a etiqueta gente? A educação? O bom senso?

Dionisio diz
O pouco de civilização que ainda há nas pessoas?

Barbara M diz
Naquele sujeito não havia resquício de civilização. A atendente com o olhar cabisbaixo me fez ter uma certeza, nós PRECISÁVAMOS vingar ela.

Dionisio diz
Daí surgiu uma ótima idéia da mente vingativa de Barb.

Barbara M diz
Pagamos nossa conta e quando estávamos saindo, Eu, a pessoa que tem as idéias brilhantes (prontamente apoiadas pelos meus amigos lindos), disse para Gabi que devíamos vingar a atendente. O plano era simples... Comprar uma água com gás e mandar a mesma atendente que havia sido mal tratada servi-la ao nosso gentleman.

Gabrielle B. diz
Eu, a pessoa que puxa as outras, conduzi a execução do plano COM GÁS.

Dionisio diz
Encontramos a atendente que havia sido destratada.

Barbara M diz
A princípio uma das meninas ficou com medo e, um pouco nervosa, não parava de rir. Logo, todas estavam prestando atenção nos três jovens decididos a fazer justiça e observaram, atentas, os nossos passos. Entregamos a água e os copos para a injustiçada e pedimos para ela entregar a água ao rapaz. Ela nos olhou radiante... Explicamos que ela deveria também transmitir uma mensagem nossa.

Gabrielle B. diz
“Em natal não se serve água junto ao café, mas as pessoas são educadas o suficiente para lhe oferecer”.

Dionisio diz
Ela não disse, ouvi falar "Compraram uma água para o senhor". E ele "NÃO! Não precisa!", provavelmente notando a besteira que havia feito. Imagina você estar num local e incomodar ao ponto das pessoas comprarem coisas pra você? Ele não quis, mas ela falou "É, mas mandaram servir esta água nesta mesa, por pedido de outro cliente". E pronto, ela botou a água e os copos.

Barbara M diz
Todo mundo olhando para eles, as atendentes pararam, vibravam, os clientes se perguntavam o que havia ocorrido. Um casal atencioso nos olhou e soltou um risinho leve como quem diz: a juventude ainda tem jeito. Era um senhor que sentou ao lado deles, lugar onde antes estávamos. O homem, um velhinho já, meio gordo e com um olhar simpático viu tudo.

Gabrielle B. diz
E é isso aí galera que sirva de lição pra todo mundo...

Barbara M diz
Tratem bem as atendentes. Educação e respeito sempre, principalmente se um de nós estiver por perto. Rá!

Gabrielle B. diz
É, somos do mal.

Barbara M diz
Ahh, precisa dizer que seremos bem tratados pelo resto da vida lá? Não né?

Sunday, August 30, 2009

So sorry

Desculpa-me por invadir seu sossego e roubar sua calma. Desculpa por tirar seu chão, lhe amedrontar e atrapalhar seus planos tão cuidadosamente traçados... É que eu gosto do inusitado e exercito o improviso. Mas me desculpa, mesmo assim...

Desculpa-me por querer tanto você comigo. Desculpa por invadir seu espaço, transpor suas barreiras e ainda assim querer mais... É que eu sempre quero mais. Eu quero o tudo e além, o impossível e o sonho. O seu sonho, o meu; e que seja o mesmo, que seja verdade, mesmo que em sonho; e que seja palpável em realidade, um dia.

Desculpa-me por te confundir. Desculpa por te colocar além dos seus limites, por não entender que eles existem... É que eu não gosto de lembrar que as pessoas realmente possuem limitações. Prefiro viver sem limites e quero te mostrar que você também pode.

Desculpa-me por ser tão intensa. Desculpa por ser incansável, por ter as respostas para todas as suas interrogações e por rebater suas exclamações... É que eu sou assim. Free thinker.

Desculpa por querer tirar sua máscara, por querer provar que nunca é tarde.

Desculpa por acreditar.

Desculpa por não me arrepender de nada... É que eu sou egoísta e quero você.

Seu abraço.

Seu beijo.

E você.

Monday, August 17, 2009

I Just Miss That Old Feeling


Não que eu seja mestre em relacionamentos duradouros... Não que eu seja boa neles... Não que eu já tenha tido algum... Não que eu não tenha tentado... Tentei, só não aconteceu ainda. AINDA. Não que esse post seja sobre relacionamentos. Não... É sobre sentimento.

Sentimento que é muito mais do que relacionamento, muito mais vivo e - talvez pela minha sensibilidade ardente ou pela minha esperança burra - me faz tanta falta. Falta de sentir o coração bater, desobedecendo a sua capacidade máxima, quase pular do peito e parar bruscamente, por causa de um cheiro, um toque. Ouvir uma música e sentir um arrepio leve subir, o friozinho na barriga, o suspiro discreto e o fechar de olhos involuntário de quem sente tudo, mas quer mais.

Quem sente genuinamente é, para sempre, insaciável... Como eu. E quem gosta de ter tudo não suporta a ausência nem a espera, não concebe se satisfazer com menos, tampouco com quase nada. Não conhece renúncia de si nem admite uma vida sem emoção, efeito dos sentimentos.

Eu não só quero Alguém, eu quero o encantamento... Que seja arrebatador e doce, mortal - ou o suficiente para fazer sentido. Quero cruzar a próxima esquina e ouvir sininhos tocarem, na minha cabeça, no ritmo em que ele andar. Quero ver o brilho no olhar, o sorriso tímido e provocador, a cabeça que abaixa sem perceber para levantar segundos depois, quando percebe que não quer se perder dos meus olhos. As mãos levadas ao cabelo pelo nervosismo inevitável, o andar que fica mais lento, tudo é válido para prolongar o contato até que passará por mim.

O instante que passe por mim, que seja demorado... Mas eu vou voltar, não deixaria tanto encantamento se esvair. Colocar-me-ei à sua frente e esquecerei-me de respirar, minha voz vai sair com dificuldade e o convidará a um café. A estranha intimidade vai me inebriar e seu olhar... Que me consuma até a última centelha e me acenda, porque de todos os sentimentos é o encantamento que mantém a chama acesa, e a minha vida deixa de ser vida quando a ultima faísca se apaga.

Monday, August 3, 2009

Amiga que é amiga


Barbara M diz (18:19):
Na volta brigue comigo porque eu não estudei.
=/
E me faça estudar à noite, tá? Preciso de peso na consciência.

- diz (18:19):
kkkkkkkkkkk

Barbara M diz (18:19):
Mas só depois que eu comer. Comer com culpa é phoda. Volto já

- diz (18:26):
Vou deixar o recado por aqui:
VÁ ESTUDAR!
Você quer passar por tudo isso em 2010 de novo? Então vá estudar. Eu falo muito pro namorado: você só faz uma coisa na vida, estudar. Faça isso direito! Não adianta se estressar com vestibular, tudo que você pode fazer é estudar... Somente isso. Então pronto. Corra pra depois não ficar se lamentando "eu deveria ter estudado mais".
Fui
:*



To indo preparar um copo bem grande de café. Passarei a noite estudando, tentando compensar o dia de hoje e o fim de semana... Eu já contei do meu fim de semana? *.*

Sunday, July 26, 2009

Happy B-day


Eu não podia deixar de escrever alguma coisa para você... Apesar de nunca saber o que escrever em aniversários... Você vale o esforço.

Eu quero dizer que sou muito feliz por conhecer você; ter em você um amigo é um prazer que pouca gente sabe dimensionar.

As suas qualidades ainda serão ignoradas por muita gente que vai cruzar sua vida e isso vai ser um diferencial... Vai fazer você diferenciar as pessoas desinteressantes das interessantes, afinal, convenhamos, (oi, compulsão por vírgulas?) há de se ter uma boa dose de “interessantismo” para estar ao lado de um vanguardista fantasiado de nerd. E assim, você se cercará das pessoas que valem à pena e que merecem você e eu estarei lá, seja lhe dando um abraço apertado, seja pegando o próximo vôo para lhe encontrar, seja escrevendo um email ou uma carta (Cult)...

Provável que as distâncias se tornem um desafio ao contato físico, nós dois ambicionamos a grandeza longe de natal e pelo menos um de nós irá conseguir. Mentira, os dois irão; somos especiais demais para desistir ou nos contentarmos com menos.

As distâncias nunca serão, contudo, suficientes para apagar, ou diminuir o carinho que tenho por você, a admiração, o orgulho, o sentimento de superioridade que tanto adoramos (piada interna).

E como eu não sei mesmo desejar parabéns, me resumirei em dizer que lhe desejo amor, sexo, videogame, comida, música, livros, sucesso, reconhecimento, recompensa e amigos como eu. Não necessariamente nessa ordem, apesar dela ser muito plausível... A felicidade virá com os já citados; não desejo paz porque paz é chato, a gente prefere um inferninho, right?

Dionisio-Dionizius, feliz aniversário.

Amo você

Saturday, July 25, 2009

Paciência


Paciência - Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida não pára não...

A vida não pára!...
A vida é tão rara!...


O Motivo da foto das Chicas é que a música que não sai da minha playlist é a versão delas para essa letra perfeita do Lenine. Perfeita.

Os dias não têm sido fáceis. Daqui a pouco saio de casa e serei nômade até o domingo, quando voltarei para casa, nesse intervalo pretendo beber. Beber e talvez dançar.

Thursday, July 23, 2009

Eu finjo ter paciência...


Apressadamente procuro o número e ligo. Os passos largos do sapato quadriculado eram difíceis de alcançar; decididos, certeiros, indubitavelmente caminharam mais que eu.

- Vire-se.
- Não.
- Vire-se.
- Não vou virar, venha aqui. – Desafiava-me com ar de brincadeira de criança, mas falava como adulto que sabe o charme que tem.
- To indo. Pára!
- Nãão.
- Páááááára.

Pára por um segundo e confronta seus olhos - protegidos do sol e dos olhares curiosos - contra os meus, que com não sei que fluido misterioso e enérgico desejavam ser ameaçadores. Falou o que o sorriso já havia pronunciado.

O primeiro contato é receptivo, talvez eu quisesse mais. Pele é muito bom para ser rápido e a sua era muito tentadora para que eu fosse indiferente. Indiferença, aliás, é algo que não deve existir tratando-se de alguém tão marcante. Não passa incógnito, seja pela beleza, seja pela simpatia, mas, mais provavelmente chama atenção pela personalidade gritante.

Grita alto e fere quem não está pronto, um vanguardista cuja ousadia coexiste com os valores, os importantes.

Ouvi suas banalidades e seriedades, pude sentir o amor que tem pela família... Em um gesto fácil posicionou uma cadeira à sua frente e colocou a perna direita em cima. Um largado genuíno, como tantos outros que não admiro, mas este é diferente, este me encantou até ao tragar. Fumantes incomodam; os que SABEM fumar, contudo, devem ser perdoados.

Perdi-me algumas vezes contemplando-o. Procurando por seus olhos quase pedi para que tirasse os óculos. O Wayfarer além de estar muito bem onde estava mantinha-me menos suscetível; seria inconveniente pedir que se mostrasse para mim e o impulso seria maior. Sorte minha que usava óculos.

O relógio tictaqueava contra mim e na hora de ir me deixou com seu celular, cigarros e isqueiro. O tocar do celular me fez levantar e caminhar até onde estava; voltei para pegar os cigarros e isqueiro. Com todos em mãos e em pé à sua frente fiquei mais perto. Não me culpe, não quis resistir. Coloquei o isqueiro em seu bolso, minha mão certamente poderia ter sido mais leve, poderia ter demorado mais também... Muita audácia minha.

Chegamos ao carro e ele foi absolutamente perfeito, Céu e Chicas na trilha-sonora foram mais um indício do poder que poderia exercer sobre mim caso quisesse. Dirige como vive, com certeza. O celular toca novamente, eu poderia segurar o aparelho e facilitar as manobras no trânsito - pensei. Deveria segurar... Tentei mas não me foi permitido. Acho que assusto. Deveria ter insistido.

Não queria me despedir, mas quando fui obrigada a tal quis mais tempo na despedida. Inclinou-se na minha direção tanto quanto o cinto permitia e me beijou docemente o rosto, retribui com carinho. Desejei um abraço e senti sua cabeça deitar suavemente sobre os meus ombros, acariciei-lhe os cabelos como já havia pretendido e sorri.


Wednesday, July 22, 2009

There’s always a moment


Sempre há o momento em que somos postos no centro da estrada e nos é forçada a escolha: partir pelo caminho pedregoso, ou seguir o asfalto até onde for possível?

Todo mundo sabe, e eu também, que o caminho asfaltado nem sempre leva ao melhor destino. Mas a viagem... Como é agradável. A estrada pedregosa tornará difícil quase todo o trajeto. O viajante, entretanto, será poupado de surpresas desagradáveis – e agradáveis.

Escolher o caminho menos prazeroso não é a maior provação. Difícil mesmo é saber o momento exato de fazer a escolha, posto que, quase sempre, não se pode revertê-la.

Talvez o meu momento já tenha passado, mais uma vez. Talvez eu tenha sido puxada pela mão e por isso não percebi. Não é irreversível ainda - será em breve.

Escolher certo é tão bonito. Uma qualidade admirável, que modéstia à parte, eu costumo exercitar; assim como procuro manter meus princípios e valores intocáveis. Consigo às vezes, o mundo é grande demais e o tempo é demasiado longo para que alguém consiga ser firme sempre e saia inviolada. Perfeição não existe, para o pesar das minhas ambições.


Cansada da luta do caminho esburacado, querendo surpresas, querendo viver a viagem.


Ao som de Cartola.



Monday, July 20, 2009

The so called friendship II

E depois de conversas, desculpas, tentativa de esclarecimentos... Lágrimas...

Com o tempo a gente vê que tem coisa que não consegue esquecer, mesmo que se esforce. Coisas que não se perdoa, mas finge esquecer por conveniência.

Tem gente que faz falta, mas nunca foi essencial. Gente que pede desculpas quando se arrepende. Gente que é amigo de verdade e gente que é colega.

Gente que a gente nunca esquece.

Gente que não aprende nunca.

The so called friendship


No dia do amigo, ao invés de declarar meu carinho incondicional aos meus amigos, me vi pensando naqueles que ficaram pelo caminho. O sorriso fácil que ficou ao lado do abraço apertado, na caixinha das coisas boas que não voltam mais. As demonstrações da amizade eterna que acabou num mal entendido (?) e agora nada mais são do que mágoa.

Eu, que nunca fui de discussões mal entendidas... Eu, que nunca guardei mágoas... Eu, que nunca deixei de compreender um amigo, mesmo quando era incompreensível... Eu, que compraria briga por você...

Por que eu?

Por que fui, eu, a pessoa que ninguém defendeu? Por que sou a única que até hoje não sabe o que foi dito? E acima de tudo, por que eu que pedi por entendimento?


Eu tenho saudades sim, mas tenho mágoa também. Não há outra palavra que expresse melhor minha consternação: mágoa.

Ontem eu pensei nessa, outrora, grande amiga, que para minha enorme surpresa tentou uma aproximação. A janela está aberta, como sempre esteve.

Estava desejando feliz dia do amigo a todos. Será que esperava que eu desejasse-lhe também? Será que acha que o tempo - pouco mais de um ano - apagou a mágoa? Ou será que só quis me desejar um feliz dia do amigo também?

Li, mais uma vez, o último email que mandei – minha resposta às palavras duras proferidas por você -, e que guardo até hoje. Lembrei da minha carta de despedida que foi ignorada.

Tudo muito triste. Mas, como eu disse a janela ainda está aberta.

Thursday, July 16, 2009

Dreams



O cheiro de jasmim, na entrada, se alastrava até os corredores sustentados por colunas, compondo um “semi-claustro”, que se encerrava em uma longeva mangueira. Tudo era mais que familiar e era indubitável: eu estava de volta.

A escola em que cresci e que chamei de casa tantas vezes foi também o lugar para onde eu fugi, quando tive as mais terríveis brigas com minha mãe. O lugar cujas mangueiras assistiram a menina tímida se transformar na adolescente comunicativa que conhecia a todos e andava com altivez.

As pessoas eram as mesmas. Só Pêlos, Amada, Tchês... Os melhores não estavam lá e o motivo é que não era para ser agradável. As salas não tinham as mesmas pessoas, só os que não haviam conseguido. Os meus amigos estavam lá, mas não usavam uniforme; eles badernavam e gritavam que eram vitoriosos, que eu não era.

Dei-me conta que nada era como antes, havia apenas uma estranha similaridade. Rapidamente, ao perceber o tom repugnante de tudo, disse que queria ir embora. Amada pediu minha agenda (funny) e escreveu: “Sempre foi uma escolha sua”.

Despedi-me da única que parecia não ter mudado e carregava consigo um semblante acolhedor, apesar de não sorrir.

Acordei com lágrimas molhando o lençol perto do meu rosto, não enxuguei os olhos, deixei-me chorar um pouco. A mensagem era muito clara, Ela estava certa. O peso é tão grande que, mesmo que digam que não foi fracasso, o subconsciente não me deixa esquecer o sentimento de derrota e de medo.

Sunday, July 12, 2009

Você acredita em premonição?


11h00 PM. Tarde para quem planeja acordar disposta, às 5h30 da manhã seguinte. Desligo o computador contra o meu ímpeto nerd de passar a madrugada compartilhando uma vida social online, um tanto quanto solitária.

Tomei meu copo de leite com Ovomaltine, como faço todas as noites desde que nasci; mais do que um hábito infantil é um ritual do sono. O ritual foi cumprido, me pus sob os lençóis de fios grossos e acomodei o mais fininho deles entre o meu pescoço e rosto. Virei-me para o lado esquerdo e fechei os olhos.

Esperei o pensamento mais agradável, para dormir com ele. Cansei de esperar... Tentei virar para o outro lado, tentei me descobrir. Nada funcionava. Eu não só não tinha sono, como também não conseguia parar de pensar.

Não consegui organizar nenhuma das imagens que vi. Abri os olhos e não vi mais nada, não pensei mais nada, só senti. Senti meu coração apertado. Talvez precisasse de um instrumento que visse dentro do meu coração para entender o que se passava... Era isso.

Podia esperar, afinal àquela hora não devia haver nenhum médico disponível. Vitoriosa, por ter decifrado meu enigma, acomodei-me em minha cama quentinha e vazia, muito vazia.

Não podia esperar, não até o dia seguinte, seria um sofrimento demasiado longo. Liguei o computador, escrever me ajudaria a dormir. Não escrevi. Apenas li, me entristeci e respondi, como achei que podia ser mais útil. Eu conseguia sentir o que estava implícito nas suas poucas palavras levemente irônicas.

Exagero meu? Não seria a primeira vez que você me diria isso, right?

A julgar pela freqüência em que me vejo nessa posição, acho que é sensibilidade. Já ouvi que era mágica, que eu tinha a capacidade de hipnotizar as pessoas, que determinava e futuro e por isso o previa. Seria eu, então, um misto de Kronos e Apolo? Demais até para o meu ego... Gostei quando disseram que era o meu dom especial, talvez seja mesmo. Talvez seja premonição. Mas pode ser só coincidência.

Friday, July 10, 2009

Almoço, sinuca, desculpas e azar

Escrito durante a aula de química por uma autora com preguiça de digitar sua obra.

Espero que alguém se aventure a entender minha ridícula letra. Aliás, minha letra é linda, um dia eu provo (breve).

Thursday, July 9, 2009

If WE could realize


Sentada em um lugar próximo, distraidamente, ouvi palavras ferinas endereçadas ao seu nome, não lembro nenhuma, nem quem as disse. Lembro-me do seu perfume, se irradiar pelo corredor subjugando as outras essências, e do pouco balanço do seu cabelo ainda molhado. Levava consigo o celular em uma das mãos e o ar apressado de gente importante. O queixo erguido, excedendo o ângulo de 90° com o chão, como se seus um metro e oitenta não lhe colocassem no patamar que merecia. Os olhos que quase se fecham ao sorrir não expressavam nada a não ser desprezo.

Os olhos que não me disseram nada àquele dia encontraram os meus uma vez mais e dessa vez gostaram do que viram. Primeiro foram as palavras e as conversas madrugada adentro, depois os “acidentais” encontros e os olhares proibidos que levaram ao inevitável beijo quase roubado.

Com o gosto da contravenção ainda tocando os meus lábios escorreu a sua primeira lágrima. O olhar outrora tão incisivo se convertera no infantil medo de ter que abrir mão de um dentre os dois brinquedos preferidos.


Sabia que não podia ter os dois, mas como poderia escolher entre uma bicicleta, que já havia percorrido tantos caminhos ao seu lado, e um brinquedo novo sem manual de instruções? O brinquedo novo hipnotizava, o jovem rapaz, com o olhar de quem sabe a que veio – tudo mentira – despedi-me dizendo que esperava que o rapaz soubesse o que estava fazendo.

Eu não sabia, nem ele.

Os encontros naquele mesmo corredor onde o vi pela primeira vez se estenderam por um mês. Era realmente muito difícil escolher e quando alguém não quer escolher, a parte mais sensata, ou machucada da história deve se retirar.

Inconsolável, disse tchau e tentei me convencer que esse tchau não era um adeus e que eu poderia esperar. Mas o tempo... O tempo é implacável.

Meses depois, quando ele voltou, minha vida estava diferente e não havia mais espaço para ele, embora eu acreditasse no contrário. Não estávamos destinados um ao outro. Lutamos contra o destino o tempo todo, até o fim.

Lembro-me de todos os bons dias, dos filmes não assistidos e do trecho do livro que ele se recusou a ler para mim sob o argumento de que era incapaz de resistir a mim lendo nosso romance. Lembro dos tão longos dias de mágoa e de quando me expulsou e eu fiquei porque ele precisava de mim, o faria de novo. Faria tudo exatamente igual.

Com nossa impulsividade, egoísmo, teimosia e paixão, construímos um namoro frágil, mas um elo sólido. Que não seja inquebrável, posto que é sentimento. Mas que seja eterno enquanto nos lembrarmos.

- Your dear friend, Delilah

Murphy gives a break


A dona do blog se recusa a continuar a história do dia de inferno astral. Ela é supersticiosa – mentira – e não quer estragar os dias maravilhosos que está tendo – verdade.

Monday, July 6, 2009

Oh no, that's Murphy


Por que minha mãe me acordou, desnecessariamente, UMA hora mais cedo? Seria este um aviso? Teria eu um dia daqueles para entrar na história dos desastres? Claro que não... Deve ser só uma preocupação infundada... Já aconteceu outras vezes, mas... Não, não. Voltei a dormir um soninho gostoso, sabendo que me restava pouco tempo.

Acordar com chuva é a melhor coisa do mundo do nordeste, exceto é claro quando tenho que, de fato, levantar. Mas não tem problema, não deixaria nada atrapalhar o começo da minha semana, não tenho tempo pra surtar. Levantei, tomei um banho bem quentinho e, ainda de roupão, melhorei minha manhã comendo uma tapioca acompanhada de uma xícara gigante de capuccino. Escovei os dentes e escolhi uma roupa bonita, me sentir bem é fundamental ao meu bom humor... Roupa escolhida e vestida. Estou pronta.

(...) Não podia ir com meu pai (...)


“Como assim, você não me avisou?”

Não tem problema, vou de ônibus, sozinha, com o tempo cinza... Não tem problema, Murphy nem sabe que eu existo.

O lado bom de pegar ônibus é que a linha que me atende nunca está lotada e os carros passam com certa regularidade. Passa um ônibus, passam dois... Na minha frente, dois segundos antes deu atravessar a rua. Espero trinta minutos (quase um recorde de demora) e lá vou eu.

Quando estava chegando ao prédio do curso minha mãe me ligou dizendo que alguma coisa estranha aconteceu com o celular dela e quando alguma coisa estranha acontece, com aparelhos eletrônicos pertencentes a minha mãe, são realmente coisas estranhas.

“Mãe, quando eu chegar em casa resolvo, to entrando no curs... NÃO, não to entrando em lugar nenhum... Mãããããe, está fechado. FECHADO.”

“Deve ser atraso”


“Não, está fechado. Tem uma corrente no lugar onde os carros deviam estar estacionados. Quero saber quem foi o filho da p.. que deixou de me avisar que por algum motivo obscuro, hoje não haveria aula... Quando eu chegar em casa vou ligar e esculhambar um por um.”

E assim Murphy me tirou do sério. Atravessei a rua de volta à parada, não quis esperar muito e peguei o primeiro ônibus, não me importava se eu andaria 200 metros. In fact, eu usaria esse tempinho para espairecer e o fiz. Com a chuva caindo na minha cabeça, preferi ignorar o fato de que ontem fiz uma hidratação.

Entrei em casa e minha mãe brigou comigo por um motivo ainda desconhecido, depois vou perguntar. Recorri ao meu único amigo verdadeiro, o mais fiel, que sempre está aqui: meu computador lindo.

Enquanto escrevo, o telefone tocou. Ligação a cobrar e uma voz de criança do outro lado da linha tenta me convencer a dizer o nome do MEU MARIDO, para ela conferir na ficha do Banco do Brasil. Fui educada e disse que não daria informação nenhuma, desliguei com um boa noite forçado e agora ela não pára de ligar. Oi? Não pára nunca? Vou ali tirar o telefone do gancho.

(continue)

Sunday, July 5, 2009

Night shift





9h58 AM

Acordo com minha mãe me chamando. Um Déjà vu? Não, aconteceu de verdade, foi ontem... E hoje:

“Tome um copo de leite”

Levantei-me com o um esforço colossal; cada célula do meu corpo desejava continuar enroladinha nos lençóis para desfrutar, por mais 2 segundos, daquela preguiça gostosa de quem se recusa a acordar.

“Conseguiu dormir?”
“Um pouco”

Muito pouco, na verdade. Principalmente se você me conhecer e souber que meu bom humor é diretamente proporcional às minhas horas de sono.

Tenho pesadelos e acordo chorando com uma freqüência inacreditável, já tive bruxismo e sou sonâmbula. A hipersonia foi um grande problema do último ano para cá, portanto estou acostumada a dormir mal e a viver caindo de sono... Analisando o meu histórico eu até esperava outras doenças do sono, mas insônia? Não, essa foi nova.

É desesperador ver o sol nascer, sabendo que um dia que exigirá cada segundo da sua atenção está começando e você está exausta. Não pode se dar o luxo de não cumprir suas obrigações, se preocupa, fica nervosa e aí sim.. Não dorme mesmo.

Será minha insônia a representação do limiar entre os meus desejos e o meu medo de me soltar da realidade? Medo de sonhar, ansiedade, síndrome do pânico... Um tumor intracraniano?

Em meio a doenças não diagnosticadas e contradições clínicas, sou um prato cheio para o House.

Onde a Thirteen mora?

Thursday, June 25, 2009

Childhood Dreams

Eu não fui desde a infância jamais
Semelhante aos outros. Nunca vi as coisas
Como os outros as viam. Nunca logrei
Apaziguar minhas paixões na fonte comum
Nem tão pouco extrair dela os meus sofrimentos.
(Poe, 1825)

Sempre, desde a infância, fui a menina quieta de olhos expressivos e cheios de desejo. Por influências maiores, sempre estive ligada aos sentimentos das artes e aos mistérios das ciências. Sempre fui reconhecida como inteligente e como tendo uma maturidade muito a frente à da minha idade. Fui apontada como sendo referência de cultura e até eloqüência - ou prolixidade.

Conheço minhas qualidades e defeitos e sei que faço, sim, jus a muito que dizem de mim. Tenho imenso orgulho das coisas que conquistei e aprendi, tenho orgulho de cada poema que li, dos filmes que vi, de tudo, absolutamente tudo. Sou Narciso afogando-me no meu reflexo e nas palavras que profiro, que são gotas da minha essência, mesmo dos pedaços que me foram arrancados.

Muita coisa foi arrancada de mim para que eu fosse como queriam os adultos, como eles. Fui Grande para tudo que exigia a dita maturidade. Nunca perdi, no entanto, o meu coração. Meu coração é grande demais para ser vencido por qualquer convenção ou expectativa alheia, minhas ambições, meus sentimentos, meu ímpeto de Amor e “fulfillment”... Isso ninguém tirou, não permiti.

Não venha me dizer que eu cresci e que meu comportamento deve estar de acordo. Desculpe-me, não vou abrir mão de absolutamente nada que me faz ser o que sou. Mesmo quando você não percebe, suas exigências me machucam e ferem minhas emoções. Estava errado quem achou que ser eloqüente me tira o direito de usar gírias e falar palavrão, quem disse que Big Brother é coisa de pseudo-intelectual e vídeo-game coisa de criança. Estavam todos errados os que acharam que diversão não é coisa de gente séria e quiseram me convencer que não podia tocar guitarra nem andar de skate. Quiseram me convencer que EU, veja bem: Eu que já abri mão de tanta coisa, estava errada. Gentilmente me disseram que a vida havia mudado e todos estavam seguindo caminhos apropriados e que era “bizarro” eu ter certos anseios.

Calei-me triste, pensativa...
Não sou eu que estou errada. Não tenho que renunciar a nada, posso ser o que quiser e ninguém decidirá nada por mim, por isso não venha me dizer que não posso ser boba e infantil. Eu te digo que requinte e sapiência têm tudo a ver com personalidade e a minha não se perderia por nada nem ninguém, nem por mim mesma.

Wednesday, June 24, 2009

Hello Stranger


Há três dias tento escrever alguma coisa que faça sentido e, mais que isso, traga alguma paz ao meu coração inquieto, rebelde, incorrigível – como disseram de um outro alguém, cuja simples existência torna sensato o meu esforço em escrever.

Não foi um amigo nem um conhecido, que invadiu os meus pensamentos e o meu coração, foi um mero desconhecido... Meu Estranho.

É difícil ordenar todos os meus devaneios sobre alguém tão incrivelmente único, e único de uma forma tão irremediavelmente apaixonante. Tudo nele me encanta e me inspira, não pode ser resumido e dificilmente será expresso aqui. O fato é que não há nada além de uma grande e linda ilusão. E o que mais poderia me extasiar se não um delírio?

Eu vivo a três palmos do chão, em dias normais, e a três metros, nos dias em que penso em você; a queda pode ser fatal, mas não me faço descer, sigo flutuando até que alguém me derrube e ainda assim, esperarei cair em teus braços.

Espero pacientemente pelo dia que poderei ver o brilho dos teus olhos e senti-los me procurar e ver seu sorriso se abrir: tímido e incorrigível.

Saturday, June 20, 2009

Following patches is just expectation or conditioning?

Every night I empty my heart, but by morning it's full again
Slow droplets of you sleep in through the night's soft caress
At dawn I overflow with thoughts of us
An aching pleasure that gives me no respite
Love cannot be contained
The neat packaging of desire splits asunder
Spilling crimson through my days
Long, languishing days that are now bruised tender with yearning
Spent searching for a fingerprint, a scent, a breath you left behind.


(from the movie I can't think Straight)

Friday, June 19, 2009

Almoço, sinuca e preconceito (versão 2)


Acordar cedo depois de uma noite mal dormida e conseguir abrir o sorriso não é, definitivamente, uma constante na minha vida. Logo eu que preciso de pelo menos 3 horas entre levantar e acordar.

É, eu tinha um ótimo motivo para acordar feliz. Não é todo dia que vou almoçar com minha amiga Purezinha – que de pura não tem mais nada – Aliás, foi um acontecimento esse almoço.

Depois da aula interminável de matemática e de ver Carlão falar durante duas horas e meia sobre a fisiologia da circulação humana e anatomia básica do sistema referente saio da sala e Gabi pula no meu pescoço. É, ela é Linda e fofa e carinhosa e...

Depois do abraço mais gostoso do mundo seguimos nosso caminho até o shopping, pedimos aquela comidinha deliciosa que só se pode comer uma vez no mês (a não ser que queira virar um mamífero marinho) e entre fofocas atrasadas e novas descobrimos preconceitos em comum.

Nós sabemos que é last season e que dá cadeia, mas tem uns que... Não é nem uma questão de preconceito, é mais uma constatação com bases empíricas. Não vou ser hipócrita e dizer que gosto de gente burra ou que faz o estilo “mamãe não tomo banho”. Inteligência, interesse e um mínimo senso fashion não fazem mal a ninguém. E nem venha com essa de beleza interna que conta, porque é muito difícil enxergar quando a figura não agrada os sentidos.

Depois de assumir que iria me dar o dia de folga com minha amiga encontramos o namorado dela. Um amigo daqueles que são sua versão em outro sexo. Dionísio Dionizius não se importaria com nenhum comentário que pudesse escapar por força do hábito, in fact, ele é que talvez nos assustasse, deixa eu explicar: Dionisio é um exemplar único. Nerd de nascença, ateu convicto, apóia o aborto e a legalização das drogas (mesmo não usando nenhuma), não quer ter filhos porque é egoísta e quer morrer cedo. Ah.. ele também é um ótimo parceiro de sinuca.

Depois de honrar a tradição fomos para a Siciliano e eu e Gabi descobrimos o próximo item básico da nossa vida. Trata-se da Enciclopédia da Moda. Sim, é essencial.

Não posso deixar de comentar a educação do meus amigos, afinal é fundamental, à convivência, um pouco de cuidado com as atitudes e é bom saber que ainda existem homens que sabem que devem se dirigir ao garçom e fazer o pedido das mulheres e que meus amigos sabem a posição dos talheres ao terminar uma refeição.

Depois de uma cena de Gabi recusando o Chocolate que havia pedido e fazendo Dio pedir um frapê e desistir deste porque o chocolate estava gostoso fomos embora felizes, sabendo que temos ainda mais em comum do que achávamos e com a promessa de encontros semanais.

PS.: Gabi sabe que é ótima com tacos e concorda que sinuca foi feita pra ser sexy e as expressões foram feitas para despertar o duplo sentido.

Versão 1

Versão 3

Thursday, June 18, 2009

Exaustão


Depois de quase um mês sem computador, duas semanas com alergia, um fim de namoro, muita matéria acumulada e uma luta sem fim para recuperar tudo, exaustão é a única palavra que consigo lembrar.

Eis que no meu primeiro dia em casa com um computador, entre orkuts alheios e o meu próprio, aparece Aquela pessoa com uma conversa super agradável e me faz gostar do que está havendo... Quase um início de sedução. As palavras já eram cautelosamente escolhidas - pelo menos por mim - e a impressão é que o jogo ía começar... Impressão só não, houve algo, mesmo que pequeno. Não devo ter me enganado totalmente, houve algum interesse, talvez inconsciente.

É então que depois de uma pausa: “er.. vou falar logo... é que eu namoro.”

Odeio quando questões éticas me retiram da competição.